José Leite é Estudante de Direito, Presidente da JN-RO (Juventude Negra de Rondônia) e Tesoureiro da UEE/RO. Residente em Porto Velho no estado de Rondônia, semanalmente ele escreve para está coluna destacando a história, os desafios e as conquistas do movimento Afro no Brasil.

Racismo/Polícia

23/12/2007

Olá, nessa semana irei ressalta um fato que não ocorre só no meu estado (Rondônia), mas em todo nosso país.

Nesta semana eu estava caminhando com uns amigos durante o período do dia, nós visitávamos uma comunidade na periferia de Porto Velho (RO), fomos prestigiar a inauguração de uma base da polícia militar em uma zona da cidade, lá também estava o governador, discursando que iria aumentar o número de policiais, coisas de político; e até que ele está fazendo um bom trabalho aqui em nosso estado.

A noite chegou, e eu mais um amigo estávamos no centro da cidade, quando sobreveio em nós um carro de placar NDM 5309, acredito eu, que o mesmo seja da polícia civil, os homens que estavam dentro do carro já saíram apontando as armas, sem solicita nossa documentação ou identificação, o meu amigo eles nem perturbaram muito, mas eu coitado (não sei se é porque sou negro), me chamaram de bandido que eu estava vendendo DROGAS, apontaram a arma em minha cabeça falando que eu estava com DROGAS, uma pura prática de RACISMO.  Ficaram só me coagindo e me chamando de vagabundo e pedindo que deu entregasse a DROGAS.

Isso é uma coisa, caros leitores, que acontece com todo o nosso povo, que vivem nas periferias de nosso Brasil, a polícia infelizmente não esta prepara para lidar com as pessoas, a polícia de nosso país tem que passar por uma reciclagem, com cursos de relações humanas, para que possam tratar os cidadãos dignamente e não como bandidos.

Muitas são as pessoas que estão paradas nas ruas desse nosso pais, e são todos os dias abordadas dessa formar, sem terem direito de se defenderem, pois eles nem se apresentam, nem perguntam de onde você, ou veio.

Seria importante fazer uma campanha para formação e avaliação da classe, não vou generalizar, pois sei que existem muitos profissionais que são pessoas de bem e preparadas, diferentes daqueles policiais que me abordaram, mas hoje, infelizmente, existe uma grande parte que sujam as corporações policiais.

 

O país está em uma fase de desenvolvimento acelerado, mas ainda uma grande parcela ainda não se encontram dentro dela, por isso, temos  que lutar para acabar com essas práticas, principalmente as que ocorrem nas periferias de nosso país, pois nelas vivem pessoa de bem, honestas e trabalhadoras, não só ladrões como muitos policiais deixam transparecer em comentários na TV.

 Somos todos iguais de braços dados ou não. Por isso fica aqui um o pedido, para que a classe política trabalhe para a qualificação das polícias de nosso país, para que os mesmos possam nos servir e proteger e não nos envergonhar com ações de violência.

 

José Leite